Página Inicial
Nossos Cães
Filhotes a Venda
Alguns Filhotes Vendidos
Origem da Raça
Padrão da Raça
Links
Contato

Canil Selva Morena

Piratininga - SP

Tel. (14) 8111 0201

Usamos e recomendamos
 


Origens da Raça Bulldog Inglês

Graças a seleção em certas regiões do Oriente se obteve uma variedade cão de tamanho gigante detentor de uma potente cabeça e um focinho mais curto com relação a cabeça que nos cães mais antigos de lobo, os spitz.

Os primeiros exemplares de Molossos eram cães de tamanho gigantesco, ossos grandes e muito fortes. Surgiram em diversos países do Oriente. Em meados do Século VI a.C. foram introduzidos no continente Europeu, inclusive nas Ilhas Britânicas pelos hábeis e instruídos navegantes mercadores Fenícios que havíam estabelecido uma florescente rede de rotas comerciais.
Estes Mastins que eram muito procurados por sua guerreira ferocidade e por seu insuperável valor, foram mesclados com os cães locais e os Britânicos desenvolveram uma espécie de molossóide chamado de "PUGNACES BRITANNI" de extrema ferocidade que foram utilizados pelos habitantes da Ilha para lutar contra os invasores Romanos. Apesar de estarmos muito longe do atual Bulldog Inglês, conhecendo os feitos extraordinários que estes molossos lutadores concretizaram poderemos entender com foi sendo forjado a têmpera e a história do cão que acabou por se tornar o símbolo e orgulho de uma nação.

Histórico da Raça

Bondogge ou Bolddogge, mais tarde Banddogge, várias palavras foram usadas para nomear esta raça antes de chegar ao nome Bulldog. "The time when screech owls cry and Banddogges howl and spírits walk and ghosts break up their graves." foi mencionado por Willian Shakespeare (1564-1616) no ato 1, cena VI da peça teatral Henrique VI.

Mas muito antes de Shakespeare, no reinado de Henrique II, meados do ano 1133, havia o costume de organizar lutas de cães contra touros, e na época de João Sem Terra a primeira notícia certa é registrada no Survey of Stamford que narra como sob o reinado de João Sem Terra, no ano de 1209, o Senhor da cidade, Lord Stamford passeando pelas muralhas de seu castelo viu a dois touros lutando pela posse de uma fêmea. Os cães de um açougueiro do local precipitam-se sobre um dos touros, seguiram-no pelas ruas do povoado e o abateram após uma luta feroz.

Lord Stamford gostou tanto do espetáculo que fez a doação do campo aonde havia se iniciado a luta para o Grêmio (Sindicato) dos Açougueiros, desde que, como condição, a cada ano no dia antes das seis semanas que precedem o Natal, o Sindicato fizesse realizar alí um combate similar ao que observara. Denominado por BULL-BAITING, esses combates entre os cães dos açougueiros e os touros furiosos se tornaram muito famosos e populares na Inglaterra. No auge da popularidade este esporte, no qual se apostavam vultosas somas de dinheiro, teve árduos defensores, tanto da nobreza como entre os deserdados. Espalharam-se arenas destinadas para este espetáculo, cujos os vestígios existem até hoje na Inglaterra.

Anos de seleção para ferocidade e coragem tornaram o bulldog um animal obsessivo por luta e sangue. O touro era amarrado pelos chifres por uma corda de 23 metros de extensão a uma estaca no centro de uma arena em forma de círculo e defendia-se com os chifres tentando cornear o abdome do cão, que desenvolveu a tática de rastejar para proteger-se dessas investidas. Muitos Bulldogs atingidos eram lançados para o alto e, os Bullots (os donos dos cães) amorteciam a queda com seus aventais de couros (típicos dos açougueiros) ou utilizavam estacas de bambu para fazer o cão rolar em segurança até o chão, pois mesmo feridos e em alguns casos com as vísceras expostas, estes cães retornavam para a luta, afinal havia apostas em jogo. Os Bulldogs foram os cães mais adequados para a luta pois, além de tenacidade e uma extrema ferocidade, eram possuidores de uma incrível resistência à dor, além disso o ataque era dirigido para o focinho do Touro, ao qual mantinha preso até que a besta, ensangüentada e exaurida pelas vãs tentativas de livrar-se do cão, caía subjugada. Observa-se, em gravuras antigas, que algumas outras variedades de cães, mais focinhudos como os Spitz, foram testados neste esporte, estes demonstraram uma performance muito inferior ao Bulldog quanto ao desempenho, porque enquanto o Bulldog atacava o focinho, outros cães atacavam o touro pelas orelhas, quando o touro girava a cabeça fazendo movimentos rotativos, arremetia estes animais de encontro aos chifres causando danos irreversíveis (eram leves e não tinham aparência de braquicéfalos molossóide). Os Bulldogs, naquela época, apresentavam um focinho mediano, mas nunca um focinho comprido, e já apresentavam a cabeça globulosa em virtude da descendência dos Mastins Asiáticos. Comparado com outras raças, os Bulldogs apresentavam tipicidade distinta e especial, possuindo algumas características muito particulares. Sua técnica de ataque e destemor nas lutas, fizeram com que ele ganhasse domínio e fama neste cenário, tornou-se a raça absoluta e exclusiva para a prática deste esporte, que conquistou ilustres personagens da Nobreza Inglesa, Os Reis: Jaime I, Ricardo III e Carlos I. A Rainha Isabel I que era apaixonada pelo Bull Baiting, proporcionava este espetáculo como parte dos entretenimentos das recepções oferecidas aos Embaixadores e Monarcas dos Reinos vizinhos. Em 1795 na cidade de Liverpool realizaram um espetáculo de Bull Baiting num dique seco e quando acabou a luta abriram as compotas de água fazendo submergir todos: vencedores e vencidos. Com o passar dos séculos, buscou-se potencializar cada vez mais o físico e o temperamento destes cães, de formas a melhorar o desempenho nas lutas, isto acarretou uma progressiva mutação física, que resultou por fixar geneticamente anomalias que tornaram o cão mais adequado para o Bull Baiting. Patas tornaram-se curtas para rastejar melhor e assim poder esquivar-se com mais eficiência dos chifres, um recuo acentuado do focinho proporcionou um aumento do prognatismo, o que resultou numa mandíbula poderosa, um mecanismo para morder cuja a força e poder o próprio cão desconhecia.

As dobras das rugas, ao redor das narinas, facilitavam o escorrimento do sangue do touro, de modo a não impedir a respiração por obstrução. O cão podia manter-se preso ao touro por muito tempo e permanecer respirando sem dificuldades. Os mais resistentes à dor, os mais destemidos e ferozes, eram separados seletivamente para a reprodução. Gerações e gerações foram acentuando o perfil de um cão que ganhou, nos quatro cantos do mundo, a fama de ferocidade inigualável. Esta seleção permitiu obter, através dos séculos , um cão com características físicas e psíquicas excepcionais. Se obteve um cão de força extraordinária em relação ao seu tamanho. No Bull Baiting que se viu durante os séculos, um cão por vez enfrentava ao Touro e a aposta girava em torno do tempo que o cão levaria para abater o adversário. Mas, isto foi sendo modificado com o passar do tempo. Se em séculos mais remotos o cão deveria enfrentar e abater o adversário no menor tempo possível , depois, o número de Bulldogs na luta foi sendo aumentado e as apostas, que sempre acompanhavam os Bull Baiting, se faziam agora sobre qual seria o primeiro Bulldog a que lograria o êxito de morder a cabeça do touro e manter-se firmemente preso à ela.

Com a evolução do pensamento e refinamento da civilização, tornaram-se os Ingleses conscientes da carnificina injustificável que este esporte representava, o que não era mais admissível nestes novos tempos, passando a configurar como uma exposição de barbárie. Após muita polêmica e debates, a oposição se fez tão forte que, em 1835 se chegou a promulgação de uma lei na qual todos os combates entre animais foram proibidos.

A raça ficou nas mãos de bandidos, dos indivíduos marginais e mal intencionados, que promoviam e mantinham as rinhas na clandestinidade. Paralelamente os autênticos amantes e entusiastas começaram a selecionar a raça para resgatá-la deste triste quadro. A raça não era remunerativamente interessante, o amor por ela e por este patrimônio genético que estava para se perder, sob o risco de extinção, motivou esta reação. As subsequentes décadas foram utilizadas, agora para promover o caminho inverso na seleção do temperamento, um ser extremamente perigoso preparado para lutas deveria despir as vestes da ferocidade e ficar livre da má fama da malignidade. Os verdadeiros amantes da raça iniciaram um paciente trabalho de triagem para a seleção dos cães, que apresentassem um temperamento equilibrado, dócil e seguro. E através da seleção destes espécimens, realizou-se o aprimoramento do temperamento, que utilizava a herança genética como meio de transmitir e fixar aos descendentes o bom temperamento. Tornando-se a raça segura e adequada ao convívio civilizado.

Neste empenho, foram impedidos para a reprodução, todos os cães agressivos, neuróticos ou inconstantes. Estes foram sistematicamente rejeitados em favor dos exemplares seguramente de boa índole.

O temperamento do Bulldog foi sendo gradativamente re-moldado, até o surgimento do atual indivíduo, propício para conviver na sociedade sem oferecer a mínima possibilidade de riscos. Foram muitos anos de dedicação calcados sobre um trabalho admirável e idealista.

O BULLDOG ATUAL

Bulldog Inglês é um animal Majestoso e Antigo, muito raro: deve apresentar uma impressão de determinação, força e atividade. O temperamento deve ser vivaz, destemido, fiel, digno de confiança, corajoso, de aparência feroz mas dotado de natureza afetuosa.

Os criadores no passado fizeram dele um animal cruel e sem piedade, pronto para cravar os dentes em qualquer coisa que se movesse ante aos seus olhos. Mas os criadores posteriores, no curso de algumas décadas, o converteu num cão como todos os demais, inclusive mais doce e equilibrado que a maior parte dos exemplares de guarda e de defesa. Atualmente é um cão sumamente fiel, é fleumático, gosta de brincar com crianças, dotado de um enorme auto controle e um bom sentido de humor, que mostra a todos os seres humanos um afeto profundo e uma grande indulgencia. Isto é o que asseguram os cinófilos que tem estudado a raça. Tem aparência carrancuda, um aspecto intimidatório e incorruptível, mas quando o conhecemos mais profundamente verificamos que existe um coração dourado escondido sob aquela massa de músculos.

É um dos cães mais tranquilos e preguiçosos.

Para fazer com que um Bulldog perca a paciência é preciso chegar a extremos incríveis.

Este extremo pode ocasionar um ato em defesa dos seus, fulminantemente poderá se lançar sobre o agressor. Também, em razão do passado, não convém que seja adestrado para o ataque, o instinto de defesa ele já trás consigo. De qualquer forma não fará falta que deixe de receber educação de defesa, porque o efeito promovido pelo seu aspecto feroz é suficiente para fazer desistir a qualquer mal intencionado que se aventure, sem permissão no seu território.

Com respeito às relações com os outros cães, as opiniões dos conhecedores não coincidem : Alguns juram que se trata de um cão amigável, sempre disposto a simpatizar com todos os colegas que encontra, e há quem o tacha de individualista e altivo com os demais. As cadelas são excelentes mães e adotam com facilidades e amor maternal os filhotes de outras fêmeas. Os filhotes já demonstram asseio desde pequenos. É um cão que desenvolve hábitos de higiene, preferindo colocar os seus dejetos sempre no mesmo local, o que os torna muito próprios para apartamentos.

Latem pouco mas, quando algo foge à rotina (principalmente à noite, se não estiverem em sono profundo) dão o alarme evidenciando seu passado como cão de guarda.

Efetivamente não é o tipo de cão subserviente, admira os humanos, tem prazer pela companhia do dono e se relaciona com ternura, mas mantém uma independência. Nas brincadeiras são fanfarrões e truculentos e, diria sem medo de errar: "cafajestes".

Se tentar submetê-lo às brincadeiras e jogos que ele não aprecia, ele arranjará um jeito de tornar a brincadeira cansativa para quem a propôs, revertendo o quadro a seu favor. É um excelente companheiro, ideal para todos aqueles que amem a originalidade e a beleza funcional, único critério para julgar em cinofilia a beleza de um cão. O Bulldog detém um excelente apetite e aprecia o ócio, quando quer dormir ignorará aos chamados de seu dono que, ainda terá que suportar os seus fortes roncos quando dorme, o que faz por muitas horas ao dia. Não se pode negar é que hoje, "a máxima aspiração de um Bulldog", seja a de estar acomodado sobre uma almofada e contemplar a vida que transcorre ante os seus olhos ou adormecer num sono profundo e reparador.

Com amor tudo se consegue de um Bulldog mas, é imprescindível que se estabeleça, logo desde os primeiros dias, uma relação coerente, sem altos e baixos, e a margem de qualquer debilidade ou comportamento brusco. Se não for assim, o inteligentíssimo Bulldog muito cedo qualificaria a seu dono como um moleirão, ao que se pode amar, mas não obedecer. Sem dúvidas o que mais chama a tenção nesta raça é o seu desmesurado amor pelas crianças. Junto a elas, até a sua expressão facial muda para dar lugar a um gesto de tranquilizadora bondade. Na relação entre os seres humanos (sejam adultos ou crianças) e os Bulldogs, os Bulldogs jamais os coloca em situação de perigo e chega a ser considerada como uma raça esplêndida neste aspecto; para os que tem um Bulldog ou para os que já tiveram este cão em suas vidas, existe uma opinião muito sincera e homogênea de todos a este respeito, de que :

"UMA VIDA NUNCA SERÁ PLENA SE NÃO SE TEVE UM BULLDOG"

Fonte: BCB on line.